outubro 20, 2007

O que é preciso para ter sucesso na vida financeira?

Posted in Educação financeira tagged , , , , às 05:52 por Arthur Gouveia

MoedasPessoal, hoje é dia de novidade no Endinheirado. Um artigo escrito por um leitor! O amigo Ismael dos Reis é contribuinte assíduo da Sociedade Dinheirama e autorizou a publicação de suas palavras aqui.

Com a palavra o Ismael: Costumo dizer que cada um de nós tem uma visão sobre dinheiro, vinda possivelmente de nossa educação e da experiência do dia-a-dia. Gostaria de compartilhar minha própria visão sobre o assunto e conhecer o modo de pensar dos amigos.

Meus objetivos são modestos: estou estudando, quero continuar a trabalhar e formar um patrimônio respeitável para obter uma renda razoável no futuro, sem precisar trabalhar. Não quantifico minhas metas por que sei que as coisas mudam muito, e muito rápido.

Sou simples, não gosto de arriscar muito e não coloco meu dinheiro no que eu não conheço.

Considero que a base do sucesso é a educação: conhecer, estudar e aprender. A educação permite incrementos consideráveis na renda proveniente do trabalho. Acho que as coisas começam a ficar interessantes na medida em que o contra-cheque aumenta.

Depois vem muita dedicação e disciplina. Acredito em poupar e investir. Poupança é a diferença entre o que se recebe e o que se gasta. Investir é aplicar a diferença, fazer a poupança crescer. Acredito que todo investimento é uma especulação, e, para ser bem sucedido, preciso conhecer o negócio e saber a hora de entrar e sair (por que o mundo muda depressa, nada dura muito tempo).

Nem todos têm vocação para os negócios; empreender, porém, faz parte da vida. Um negócio próprio deve ser bem administrado, requer paciência, conhecimento, experiência, tempo e capital. Não estou preparado para isto agora, mas gostaria de ter esta experiência daqui uns anos.

Penso também que o senso de observação deve ser aguçado. Costumo me espelhar em pessoas bem-sucedidas mais próximas a mim, meus parentes, pais de colegas, meus patrões… Antes eu negligenciava este aspecto (preferia exemplos distantes), mas depois passei a perceber que pessoas muito próximas de mim sabiam mais de dinheiro do que eu. O bom senso me inspira a imitá-las.

Acho que é isto!!


Ismael dos Reis

—-

* Nota: A opinião do leitor não representa, necessariamente, a opinião do autor do blog, Arthur Gouveia. Este espaço é aberto a todos que queiram participar e contribuir. Envie seu artigo e tenha sua história publicada.

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outubro 16, 2007

Cartão de crédito é realmente para crédito???

Posted in Educação financeira tagged , , às 19:29 por Arthur Gouveia

Notas e MoedaPedro e Arthur continuam a conversa…

– Arthur, o cartão de crédito é uma boa forma de conseguir dinheiro?

– Sai fora dessa! O cartão é, talvez, a pior forma de conseguir crédito!

– Por que?

– Taxas de juros. As mais altas praticadas hoje no mercado. Apesar disso o cartão pode ser um bom aliado. Tem vantagens e desvantagens…

– Quais?

– O cartão de crédito é uma das formas de pagamento que mais cresce no Brasil. Antigamente eram usados principalmente como formas de comprar itens à prazo. Hoje é uma importante forma de pagamento além de ser uma fonte de crédito…

– Fonte de crédito? Como assim?

– Alguns cartões permitem saques e todos permitem que você faça uma compra e não pague o valor total da fatura. A essa modalidade é dado o nome de “crédito rotativo”.

– Nossa, que legal!

– Seria sim, Pedro, se não fossem os juros. Os cartões de crédito, hoje, chegam a cobrar 12% ao mês para quem usa o crédito rotativo ou faz saques em caixas eletrônicos. Esta é a principal desvantagem do cartão. Mas todas as desvantagens podem ser eliminadas com educação financeira.

– Mas também existem vantagens, né?

– Claro! Com cartão você não precisa ficar carregando dinheiro ou cheque. Quase qualquer lugar aceita, você pode escolher a data do vencimento da fatura e fazer o dia coincidir com o crédito do seu salário e alguns trazem benefícios como acesso a salas vips e socorro mecânico. Agora, de todas essas vantagens, pra mim só vale o fato de ser muito aceito e de eu não precisar ficar carregando dinheiro. Fora isso, o resto é inutilidade.

– É verdade…

– Já as desvantagens são fortes! Juros exorbitantes, anuidades, possibilidade de comprar por impulso…

– Mas dá pra fugir disso?

– Como eu disse, com educação financeira. Se você sempre pagar as faturas em dia e no valor integral, nunca vai pagar juros. Se você chorar, brigar, espernear, ameaçar cancelar o cartão, não vai pagar anuidade. Se você for responsável e inteligente financeiramente, não vai sair comprando só porque o cartão tá ná mão…

– Então o cartão de crédito pode ser um bom negócio?

– Pode, desde que não seja usado como fonte de crédito. Se você está precisando de dinheiro, o cartão pode ser sua pior opção. Se você está endividado, quebre o cartão! Se você é consciente financeiramente use-o com parcimônia. Esqueça o limite que a operadora te dá, defina seu próprio limite e controle todos os gastos para não estourar.

– Beleza, Arthur. Saquei!

outubro 8, 2007

O parcelamento dos desejos

Posted in Educação financeira tagged , , , às 17:29 por Arthur Gouveia

CalculadoraVictor vai visitar Arthur em seu apartamento.

– Credo Padrinho! Até hoje a sala tá vazia! Só tem um sofá.

– Mas já melhorou. Da última vez que você esteve aqui não tinha nada!

– É, mas já faz quase dois anos que você casou.

– Eu sei, mas não dava pra comprar tudo de uma vez.

– Ué, mas se você fica investindo, é porque tem dinheiro. Se tem dinheiro dá pra comprar os móveis!

– Não é tão simples assim, carinha. Recebo meu salário e logo invisto um pouquinho, pago a previdência privada, pago as contas e, se sobrar, compro alguma coisa.

– Ah, mas dá pra comprar à prestação.

– Eu sei, mas não quero.

– Por que não?

– Por causa dos juros. Se o sofá custa R$2.000,00, com os juros pode ir a quase R$4.000,00!

– É mesmo? Nossa!

– Pois é. Eu prefiro parcelar de outro jeito. Parcelar a compra e não a conta.

– Não entendi!

– É simples. Eu não vou comprar um sofá só por que a sala está vazia, só por que as visitas iriam falar mal. Eu compro as coisas quando eu e a Amanda achamos que é realmente a hora. E isso se tivermos dinheiro pra comprar à vista.

– Mas você ganha o suficiente pra pagar tudo à vista?

– Não, mas, quando decidimos comprar alguma coisa fazemos uma reservinha. Guardamos um pouquinho todo mês pra, no futuro, ter o dinheiro suficiente.

– E foi assim que você comprou o sofá?

– Foi assim que compramos tudo aqui em casa! O sofá, a geladeira, o microondas, a máquina de lavar, a TV… Primeiro juntar dinheiro e depois comprar.

– Nossa, tudo à vista?

– Não exatamente. Às vezes financiamos alguma coisa, mas no máximo em três vezes. E nunca fizemos duas dívidas ao mesmo tempo! Agora, quanto a esse sofá no qual você está sentado, guardamos o dinheiro. Quando eu recebi um dinheiro extra da empresa e vimos que tínhamos o suficiente para o sofá, fomos às compras.

– E aí comprou o sofá…

– Não só o sofá! Fomos à loja e fizemos uma super negociação. Tinha visto em outra loja uma mesa de jantar por R$4.000,00 e nessa em que compramos o sofá, conseguimos por R$4.600,00 o sofá, a mesa de jantar e dois pufes!

– Nossa!

– Pois é, e tudo por ter o trunfo de pagar à vista. Negociei o que podia com a vendedora, a gerente cedeu mais um pouquinho e a negociação final foi direto com o dono da loja! No fim das contas ele deu um super desconto e ainda dividiu em três vezes! Foram três horas escolhendo tudo e negociando, mas valeu a pena. Economizamos um bocado!

– Caramba!

– Pois é, Victor. Vê se aprende! Evite fazer dívidas. Compre à vista, negocie tudo, compre só aquilo que você consegue pagar! Eu evito ao máximo parcelar as minhas contas, prefiro parcelar os meus desejos e necessidades. E você?

outubro 6, 2007

Excelente presente para as crianças

Posted in Educação financeira, Lista de blogs tagged , , , às 23:12 por Arthur Gouveia

Meu grande amigo Conrado Navarro está fazendo uma grande promoção. Em parceria com o escritor Álvaro Modernell, especialista em Educação Financeira para adultos e crianças, o Dinheirama está vendendo três livros infantis sobre educação financeira. Confiram, presenteiem seus filhos educando-os financeiramente!

outubro 2, 2007

E como pagar as dívidas?

Posted in Educação financeira tagged , , às 19:58 por Arthur Gouveia

– Pô, Arthur. Ontem a Lú ficou meio triste com os comentários sobre seu perfil de endividamento.

– Eu imaginava, Léo. Mas é necessário pensar sobre isso. É necessário ter educação financeira, reconhecer seu perfil de endividamento. Um amigo já dizia: “o reconhecimento da loucura é o início da cura”.

– É verdade. Se você quiser deixar de ter dívidas, primeiro é preciso reconhecê-las, adimiti-las, enumerá-las.

– Isso mesmo Léo. Também é importante saber as causas do seu endividamento. Geralmente o consumismo fica mais forte em períodos de problemas emocionais. As pessoas alegam que comprar acalma. Sempre que sofrem alguma frustração decidem se presentear e, então, adquirem algumas dívidas. E, como já conversamos, o consumismo gerando dívidas, reduz os ativos e aumenta os passivos. Isso acaba com seu patrimônio líquido

– É verdade. Ás vezes quando eu tô meio chateado resolvo me dar algum presente. Afinal, eu mereço!

– Sem dúvida merece, Léo. Mas não vale a pena se endividar por isso. Os problemas, as frustrações, as brigas fazem parte da vida. Fazer compras não vai resolver o problema. Pode até criar outros.

– Ai ai ai, virou filósofo agora????

– Talvez, mas a minha idéia é mostrar que comprar não é a saída para as frustrações do dia a dia. Além disso, não vale a pena ficar grilado só porque alguma coisa deu errado na sua vida. Isso sempre acontece. Meu pai dizia que sempre vai ter alguém em uma situação melhor que a sua e sempre vai ter alguém em uma situação pior do que a sua. Não adianta ficar se achando o melhor e também não adianta ficar chorando pelos problemas…

– Tá, mas e as dívidas já contraídas???

– Bem. Acho que não comprar guiado pelo psicológico e não comprar além da capacidade de pagar é algo fundamental para não se endividar. Vale também a alternativa de abolir o cartão de crédito e pedir ao gerente que corte o seu limite do cheque especial. Mas caso já tenha grandes dívidas, acho que é hora de adotar uma solução emergencial. Lembra da reserva de emergência? Pois é, esqueça! Não é hora de gastar sua reserva. É hora de agir como em uma crise emergencial.

– Como assim?

– Cortes drásticos no orçamento! Começe montando uma planilha listando todas as suas contas. Verifique quais são obrigatórias e quais não são.

– Hein? Existem despesas obrigatórias e não obrigatórias?

– Sim! Impostos, taxas, tarifas, alimentação, vestuário básico, limpeza, higiene pessoal são fundamentais e necessárias. Já empregada, assinatura de revistas, celular, internet são despesas que só existem para te trazer maior conforto. Estas são não obrigatórias.

– Ah, entendi.

– Pois então. As despesas não obrigatórias estão entre as primeiras que devem ser cortadas. Logo depois é hora de pensar em minimizar as obrigatórias.

– Ei! Mas as obrigatórias eu tenho que pagar. Afinal são obrigatórias…

– Sem dúvida. Mas algumas obrigatórias são variáveis. Por exemplo, energia, água, gás, vestuário, alimentação. Se você consome mais, paga mais, então é hora de economizar! Se a situação é grave, é hora de cortar!

– Tá certo…

– E aí, você está pronto para eliminar as dívidas??? O endividado não se torna um investidor!

outubro 1, 2007

Tem dívidas? Que tipo de endividado é você?

Posted in Educação financeira tagged , , às 20:50 por Arthur Gouveia

Léo e Lú foram jantar na casa de Arthur e Amanda. Assim que entram….

– Nossa, Lú! Que vestido lindo! – Diz Amanda

– Obrigada. Comprei na rede Dindim. Caréééééésimo!

– Uau! Na rede Dindim! Mas como você consegue pagar?

– Cartão de crédito minha querida! Dividi em vááááárias parcelas.

– Olha, Lú, – emendou Arthur – será que valeu a pena?

– Eu falei pra ela. – Comentou Léo – Mas ela insiste em comprar. Nem pagou as dívidas que e já está fazendo outras.

– Ai Léo! Que saco! Comprar me acalma, relaxa.

– Tudo bem Lú – Disse Arthur – consumir é necessário, mas o consumismo pode ser uma doença. Se você se endividar, é ainda mais grave. Você sabia que existem três tipos de endividados?

– Não. – Respondeu Amanda.

– É verdade. De acordo com a palestra da escritora e consultora Márcia Tolotti no Expomoney os endividados podem ser divididos em três categorias:

1 – Endividados ativos: Estão sempre pagando contas. Saem de uma dívida para entrar em outra. Alegam que têm sofrido imprevistos.

2 – Sobreendividado: Esse sujeito está quebrado, falido! Tem dívidas no cartão de crédito, no cheque especial, tem empréstimos pessoais e nome sujo no mercado.

3 – Endividados passivos: Este foi pego de surpresa. Perdeu o emprego, sofreu um acidente, uma morte na família ou separação.

– Para sair dessa situação – continuou Arthur – o endividado ativo deve se educar financeiramente, comprar sempre à vista e controlar o consumismo. O sobreendividado deve renegociar suas dívidas, buscar taxas mais adequadas, cancelar o cartão de crédito, mudar radicalmente seu padrão de vida para buscar o pagamento das dívidas. Já o endividado passivo, deveria se precaver fazendo um fundo de emergência. Se não possui tal fundo, deve buscar fontes de financiamento baratas para pagar as dívidas.

– Nossa Arthur. – Disse Léo – Não sabia que existiam categorias distintas de endividamento.

– Existem sim, Léo. Você está endividado? Sabe em qual categoria se enquadra? Sabe como sair dessa???

Fechando para balanço…

Posted in Educação financeira tagged , , , , às 01:38 por Arthur Gouveia

Mais um bate papo entre dois endinheirados.

– Léo, você sabe o tamanho do seu patrimônio?

– Patrimônio, como assim?

– Patrimônio, o quanto você tem. Tudo o que você tem. Tudo o que pode ser convertido em dinheiro.

– Bem, tenho meu carro, um dinheiro no banco e uma caderneta de poupança.

– Este não é seu patrimônio, são seus ativos.

– Claro que é meu patrimônio! É tudo meu!!!

– Mas e as dívidas, as obrigações financeiras?

– O que é que tem?

– São seus passivos. A diferença entre seus ativos e seu passivo é o seu patrimônio líquido, também chamado de PL.

– Ativo, passivo? Tá ficando meio sexual esse nosso papo…

– Ih, cara! Qualé! Tô falando de ativos e passivos contábeis. Contabilmente ativos são todos os seus bens ou direitos a receber. Os passivos são todas as suas obrigações de pagamento futuro.

– Ah, saquei.

– Pois é. Que tal medir seu patrimônio líquido?

– Como faço isso, Arthur?

– Basta preencher uma tabela como essa aqui:

ATIVOS PASSIVOS
Dinheiro Empréstimos Imobiliários
Conta Corrente Financiamento de Carro
Poupança Empréstimos Bancários
Fundos de Investimentos Dívidas em Lojas
Ações Dívidas com particulares
Planos de Previdência Cartão de Crédito
Títulos Públicos Cheque Especial
Debêntures Total Passivos
Outros Ativos Financeiros  
Veículos PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Casa Própria Total PL
Outros imóveis  
Total Ativos  

– Viu? Seu patrimônio líquido é a diferença entre o ativo e o passivo.

– Pode acontecer de eu ter o patrimônio negativo?

– Claro, Léo! Mas é muito perigoso.

– Como?

– Imagine que você não tem nenhum passivo. Tem apenas uma conta corrente com R$10.000,00. Nesse caso todo o seu patrimônio líquido se resume a este ativo.

– Hum…

– Pois é, só que você quer comprar um carro que custa R$18.000,00. O que você faz?

– Dou os R$10.000,00 de entrada e financio o restante.

– Parabéns! Olha só o que aconteceu: Você trocou o seu ativo de R$10.000,00 em dinheiro por um carro de R$18.000,00. Aumentou os seus ativos em R$8.000,00. Só que para tanto você se endividou. Será que sua dívida vai ser de R$8.000,00?

– Claro que não! A financeira vai me cobrar juros.

– Exatamente! Digamos que a soma de todas as prestações seja R$10.000,00. Bem, agora você tem um ativo de R$18.000,00 e um passivo de R$10.000,00 e isso resulta em um patrimônio líquido de R$8.000,00, menor do que tinha antes de comprar o carro!

– Caraca! É verdade!

– E se você continuar se endividando para aumentar seus ativos a coisa vai piorando até você ter um PL negativo.

– E o que isso significa?

– Significa que a coisa tá preta! Significa que se você vender tudo o que tem não conseguirá pagar o que deve!

– Caraca!

– Pois então! Este é mais um motivo para comprar à vista. Trocar um ativo por outro sem criar um passivo.

– Entendi.

– Mas olha, Léo, a coisa pode piorar. Se você se endividar simplesmente para consumir, o PL diminui rapidamente.

– Como assim, Arthur?

– Ué, no caso da compra do carro você trocou um ativo por outro. Trocou o dinheiro por um carro. No caso de apenas consumir, você está trocando um ativo (seu dinheiro) apenas por uma série de despesas. Se você tivesse usado totalmente os R$10.000,00 em uma viagem, por exemplo, ficaria sem nenhum ativo e, talvez, nenhum passivo. Na melhor das hipóteses seu PL estaria zerado!

– É verdade….

– Viu só? Que tal fazer o seu Balanço Pessoal????