outubro 19, 2007

Crédito pessoal vale a pena?

Posted in Educação financeira tagged , , , , às 16:53 por Arthur Gouveia

Notas e Moeda– Arthur, e o crédito pessoal? O que há sobre ele?

– Pedro, essa é uma modalidade de crédito que tem um grande número de adeptos. Com os empréstimos consignados, o volume de dinheiro nesse tipo de crédito tem crescido consideravelmente.

– Empréstimo consignado é aquele que o valor da prestação já vem descontado em folha, né?

– Isso mesmo, Pedro. O empréstimo pessoal, geralmente tem taxas de juros mais baratas que outros tipos de financiamento, mas às vezes perde para o CDC. Por isso o crédito pessoal é uma boa alternativa para casos que não envolvam a compra de bens de consumo. Muita gente tem se dado mal, especialmente aposentados e pensionistas do INSS. Essas pessoas caem no conto do “crédito rápido e fácil” e se endividam para fazer compras de produtos supérfluos.

– Ué, se não é para comprar, pra que serve o crédito pessoal?

– Serve para trocar de dívida. Se você está devendo para o cartão de crédito ou está enroscado no cheque especial pagando juros de 8% ao mês, contrate imediatamente um empréstimo pessoal para pagar essas dívidas. Você vai trocar uma dívida caríssima por outra bem mais barata. Algumas financeiras oferecem o tal do “crédito rápido e fácil”. Abra o olho pois às vezes os juros são maiores que os do cheque especial!

– Caramba! Então existem taxas diferenciadas?

– Sim. Como qualquer coisa, vale a pena pesquisar. Oferecer garantias como o carro ou um avalista pode reduzir consideravelmente os juros. Geralmente financiamentos por prazos menores também possuem taxas mais atrativas. Vale também tentar adequar as datas de pagamento das prestações com as datas de recebimentos de créditos como salário e aluguéis. Ah, outra coisa a ser observada são as taxas. Geralmente existe uma Taxa de Abertura de Crédito (TAC), cobra-se IOF. Pode também existir uma taxa de cadastro e outras taxas mais…

– Caramba. Tem como reduzir isso?

– Tem sim! Se você tem acesso a uma cooperativa de crédito, as taxas são bem menores e não há incidência de IOF. Agora, de qualquer forma, valem as dicas: leia sempre o contrato, negocie as taxas e busque formas de reduzi-las, um bom histórico e garantias podem ajudar. Informe-se sobre o valor e a forma de cobrança das tarifas.

– Legal, Arthur. Valeu mesmo…

outubro 18, 2007

CDC – Crédito Direto ao Consumidor

Posted in Educação financeira tagged , , , , às 20:58 por Arthur Gouveia

Calculadora– Arthur, você chegou a falar sobre o CDC como forma de ter acesso a crédito.

– Falei sim, Pedro.

– E como funciona esse negócio?

– O CDC é uma modalidade de crédito para aquisição de bens duráveis e serviços. É fornecido por bancos, financeiras e estabelecimentos comerciais que vendem produtos financiáveis via CDC…

– Hum……..

– Calma! Já dou mais detalhes! O CDC tem prazo variável entre três e 36 meses. Geralmente os juros são pré-fixados, mas para prazos maiores que 12 meses pode haver algum reajuste pela TR ou pelo IGP-M.

– E esses juros, são altos como os do cheque especial e do cartão de crédito?

– Não, Pedro. Os juros são menores até mesmo que o crédito pessoal, mas isso só é possível por que o agente financiador pede garantias…

– Que tipo de garantias?

– Quando possível, o próprio bem adquirido é dado em garantia. Isso se chama alienação fiduciária. Entretanto, os juros não são flexíveis caso você tenha um bom histórico pagador…

– Parece uma boa alternativa.

– É sim. Mas ainda é melhor comprar à vista.

– Claro…

– Algumas dicas para aquisição do CDC são: leia o contrato antes de assinar…

– Duh!

– Duh, nada. Muita gente tem preguiça. Os juros devem ser informados claramente ao cliente. O Código de Defesa do Consumidor (legal, também é CDC) exige isso. Pesquise as taxas disponíveis no mercado entre as diversas financeiras. Busque a melhor alternativa em termos de taxas e prazos observando o valor total pago, e não apenas o valor da prestação. Cuidado com os seguros. Em alguns casos as lojas exigem seguro para o produto, seguro para perda de emprego, seguro de vida, seguro contra inundação no Nepal. Tente fazer o negócio mantendo apenas aqueles seguros que você julgar necessário. Não caia no conto do vendedor…

– E daí é só levar o produto pra casa e pagar todo mês o carnê…

– Isso mesmo, Pedro. Todo mês tem uma folhinha do carnê pra ser paga, e se não pagar, o vendedor pode pegar o produto de volta…

outubro 17, 2007

Cheque especial é bom para clientes nada especiais

Posted in Educação financeira tagged , , às 22:35 por Arthur Gouveia

CalculadoraPedro e Arthur continuam sua conversa sobre as formas de crédito

– Arthur, e o cheque especial? É uma boa fonte de crédito?

– Não mesmo, Pedro. As taxas são assustadoras. Em torno de 8% ao mês!

– Por que as taxas são tão altas?

– Pela facilidade. O cheque especial é uma espécie de “saldo extra” disponível na sua conta. Para conseguir o crédito do cheque especial o cliente do banco não precisa pedir, não precisa dar nenhuma garantia, não precisa fazer nada. O crédito está lá só esperando por você…

– Se é tão fácil, então vale a pena!

– Depende. O cheque especial, assim como o cartão de crédito, tem características específicas, vantagens e desvantagens.

– Como assim?

– O cheque especial possui algumas características oferecidas por alguns bancos como carência, taxas de juros regressivas ou mesmo a possibilidade de redução.

– Hein!?!?!

– Alguns bancos oferecem um prazo de carência sem cobrança dos juros. Se você restabelecer o saldo antes do vencimento da carência, o banco não cobra nada. Mas se você ultrapassar o prazo de carência, o banco cobra juros por todo o período incluindo o prazo de carência. Outra “facilidade” é a taxa regressiva, que diminui à medida que o tempo de utilização do saldo especial aumenta.

– Legal!

– Legal nada, Pedro! A taxa diminui de estratosférica para gigantesca! Mesmo a taxa reduzida é enorme! Isso também inclui os pacotes de redução de juros para clientes com investimentos, bom relacionamento, muito tempo de conta etc. Mesmo que você seja um cliente super fiel, tenha seguros e investimentos, a taxa de juros do cheque especial é muito alta.

– Então não vale a pena nunca?

– O cheque especial deve ser usado única e exclusivamente para necessidades eventuais e de curtíssimo prazo. No máximo alguns dias, não mais que uma semana.

– E dá pra evitar o uso do cheque especial?

– Claro! Com muita educação financeira. Mantenha um rigoroso controle do seu saldo e do fluxo de entradas e saídas de dinheiro. Cuidado com o débito automático, fique de olho nas contas a pagar e cheques pré-datados. Geralmente deixar de pagar uma conta é melhor do que entrar no cheque especial. A multa e os juros de contas atrasadas são menores que as taxas do cheque especial!

– Valeu Arthur! É vivendo e aprendendo…

outubro 15, 2007

Precisando de dinheiro???

Posted in Dicas tagged , , , , , às 23:08 por Arthur Gouveia

Notas e MoedaPedro e Arthur conversam sobre as fontes de crédito

– E ai, Arthur, ganhando muito dinheiro na bolsa?

– De Agosto pra cá, descontando todas as taxas de corretagem e outros penduricalhos, meu patrimônio em ações já cresceu mais de 10%

– É… Eu não tenho dinheiro pra investir. Trabalhando de dia e estudando à noite pra ganhar menos de R$800,00. Tá difícil. Tô sempre precisando de grana…

– Pô Pedrão, se você guardar um pouquinho por mês, depois de um tempo vai ter uma boa graninha!

– É, eu sei, mas tô precisando de dinheiro agora!

– Tá endividado?

– Só um pouquinho. Ainda tenho umas dez prestações do computador pra pagar…

– Você é maluco! Quando terminar de pagar o computador ele já vai estar completamente desatualizado.

– Eu sei. Mas se eu estivesse precisando de dinheiro de verdade. Se estivesse quebradão, com grandes dívidas em vista, o que você acha que eu deveria fazer?

– Pedro, existem algumas alternativas de busca de recursos no mercado. Todas com vantagens e desvantagens.

– Quais são?

– A pior de todas é o cartão de crédito. Ao não pagar o valor total da fatura você está cavando um buraco pra se enterrar. Os juros são altíssimos. O cartão é uma boa opção se você souber usar bem, caso contrário só vai dar dor de cabeça.

– Mas devem ter alternativas melhores.

– Mas também existem alternativas ruins como é o caso do cheque especial. Taxas de juros altíssimas. Deve ser usado para problemas pontuais de curtíssimo prazo. Alguns dias no máximo!

– Essa alternativa eu não tenho. Minha conta não me dá limite de crédito.

– Outra alternativa é o crédito pessoal. Há a possibilidade de negociar taxas e prazos. Nunca usei, mas parece que tem algumas vantagens. Se for usar tente buscar recursos com o banco com o qual você se relaciona. Seu histórico de cliente, se for bom, pode trazer benefícios em relação às taxas. Se for possível buscar o crédito pessoal junto a uma cooperativa, melhor ainda. Mas vale sempre pesquisar…

– Sei…

– Outra alternativa de crédito é o CDC. O famoso Crédito Direto ao Consumidor. É muito usado para compra de bens duráveis como eletro-eletrônicos, veículos, materiais de construção… Apresentam taxas menores que as do crédito pessoal mas possuem menor flexibilidade de taxas e prazos.

– Esse eu nunca tinha ouvido falar.

– É o crédito que você usa ao financiar suas compras nessas grandes redes de varejo.

– Ah, sei!

– Mas amanhã falamos melhor sobre o cartão de crédito….