outubro 12, 2007

Para a viagem não se tornar uma fria…

Posted in Dicas tagged , , , às 20:09 por Arthur Gouveia

PorquinhoFeriadão aí. Final de ano chegando, verão bravo no Brasil e inverno no hemisfério norte. Com a queda do Dólar algumas pessoas realizam o sonho da viagem ao exterior. Que tal um bate papo com alguém que se prepara para viajar e busca dicas de economia?

– Tô indo viajar, mas estou preocupado com o frio que deve estar fazendo por lá.

– Ué, basta se preparar. Levar as roupas necessárias para o clima local.

– Eu sei, mas não tenho agasalhos o suficiente e tenho medo de comprar um monte de coisas que nunca mais vou usar!

– Muito sensata sua preocupação. Mas cuidado para não comprar um monte de coisas inúteis e além de tudo ter que pagar excesso de bagagem.

– É isso que me preocupa!

– Então leve alguns itens básicos e obrigatórios: gorros, luvas, cachecol, casacos apropriados, calçados de borracha pra evitar a umidade da neve. A quantidade desses itens varia em função do tempo de permanência no seu destino. Para passar algumas semanas fora é suficiente levar seis pares de meia, três calças, duas jaquetas ou casacos, um gorro, uma luva, dois cachecóis e dois pares de sapato. Caso vá passar viajar por mais de seis meses, leve mais meias, quatro calças, três pares de sapato, dois conjuntos de moletom, dois casacos, uma jaqueta leve, duas blusas de lã, dois casacos pesados, além de dois gorros, três cachecóis e duas luvas. Uma outra orientação é levar cores neutras, para poder combinar bem as roupas.

– Bela dica!

– São dicas de uma especialista em turismo. Outra dica importante é comprar alguns agasalhos mais leves aqui no Brasil. Especialmente no fim do inverno quando os produtos estão em liquidação. Outra opção são os brechós. As peças mais pesadas deixe para comprar ao chegar ao seu destino pois lá essas peças são mais baratas e você encontrará casacos que suportam temperaturas mais rigorosas.

– Interessante…

– E na volta você pode até tentar uma venda em algum brechó. Ficar juntando tantas peças de inverno só valem para quem viaja muito.

– É. Vou me preparar para fazer as malas levando isso em conta.

– Só mais uma coisa: não se esqueça dos óculos escuros, protetor solar e roupas leves!

– Hein? Como assim?

– Mesmo em locais frios o sol pode prejudicar a pele. Além disso os ambientes internos são climatizados! Vale a pena levar uma roupinha de verão…

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outubro 11, 2007

O apego às ações…

Posted in Ações tagged , , às 20:56 por Arthur Gouveia

MoedasArthur e Amanda conversam durante o jantar…

– Môr – diz Arthur – a bolsa caiu…

– Normal. Tudo o que sobe tem que descer.

– Mas caiu só no final da tarde quando estávamos fazendo compras. Vendi minhas ações da Sadia.

– Ué, mas se você estava no supermercado fazendo compras, como vendeu?

– Emiti uma ordem stop móvel ontem.

– Hein?

– Stop móvel. Eu defini um valor mínimo do preço da ação. Se cair abaixo desse preço, vende, mas se subir esse limite também sobe.

– Ainda tá meio confuso…

– Digamos que ação da Sadia esteja valendo R$11,00. Eu dou uma ordem stop para a corretora dizendo o seguinte “se essa ação cair abaixo de R$10,50 venda por R$10,48, mas se ela subir aumente esse preço de venda”.

– Ah, entendi.

– Pois é. Acontece que eu estava com esse stop em R$11,52 e quando o preço da ação chegou a esse nível, zupt, deixei de ser sócio da Sadia.

– Perdeu dinheiro?

– Não. Comprei a R$9,02 e vendi a R$11,52. Quase 28% de lucro bruto. Descontando as taxas de corretagem deve dar uns 23% de lucro.

– Uau! Que outra aplicação renderia isso em dois meses?

– Eu sei, mas não queria ter vendido

– Ah, pronto! Agora você vai ficar apegado a suas ações…..

– Acho que sim… Snif…

– Então compra de novo!

– Não. Agora comprar de novo só se cair bastante. Só assim dá pra compensar as taxas de corretagem. Vou comprar é outra empresa. Vou aumentar minha posição na Petrobrás.

– E vai se apegar a ela também?

– Claro! Vou ficar com minhas ações pra sempre. Deixar de herança pra nossos filhos.

– Imaginei que isso fosse acontecer….

outubro 10, 2007

Ibovespa e outros detalhes…

Posted in Ações tagged , , , , , às 19:55 por Arthur Gouveia

CifrãoCassio falou:“Olá Arthur. Muito legal seu blog. Acessei pela primeira vez ontem e adorei as conversas dos Endinheirados. Muito bom. Mas nesse último bate papo entre o Arthur e o Léo fiquei com algumas dúvidas sobre a pontuação do ibovespa, preço por lucro, dividendos… Dá pra esclarecer?”

Relaxa Cassio. Nem mesmo muitos dos grandes “conhecedores do mercado” têm total clareza sobre o ibovespa e sua pontuação. Eu mesmo tive que pesquisar bastante sobre esse assunto. Parece que o Léo também tem algumas dúvidas…

– Arthur, ontem conversamos sobre a bolsa. Não sei se acredito que a bolsa está em um movimento sustentável.

– Os argumentos não te convenceram?

– Bem… É que na verdade entendi pouca coisa do que conversamos. Eu tô vendo no jornal que a bolsa tá subindo, mas tem gente falando que vai despencar. Não entendo muito bem como verificar que a bolsa subiu ou desceu.

– Você já ouviu falar no Ibovespa?

– Talvez…. Não sei…

– O Ibovespa é um índice que representa uma carteira virtual de ações. A Bovespa pega as empresas mais negociadas na bolsa e começa a acompanhar seu desempenho. Hoje são 63 ações que compõe o índice e cada empresa tem um determinado peso no Ibovespa. O índice é o valor, em moeda corrente, dessa carteira hipotética de ações. Se hoje o Ibovespa está em mais de 63.000 pontos, é sinal que essa carteira vale mais de R$63.000,00.

– Interessante!

– Pois é. Essa carteira foi criada em 02/01/1968 e de lá para cá não sofreu nenhuma modificação em sua metodologia. Ela continua considerando apenas as empresas que representam ao menos 80% do número de negócios e do volume negociado na bolsa. Importante ressaltar que não é por que a bolsa caiu que um investidor teve prejuízo. O Ibovespa pode ter uma queda acentuada, mas ações que não fazem parte do índice podem ter subido. Mesmo as ações que compõem o Ibovespa têm comportamento diferente ao longo do tempo.

– E o tal “preço por lucro”?

– Este indicador, também chamado de P/L é simples de calcular. Pegue o lucro de uma empresa, divida pela quantidade de ações que ela tem no mercado. Você acabou de calcular o lucro por ação. Divida o preço da ação por esse lucro e pronto! Você tem o P/L. Quanto menor esse indicador, melhor, já que a ação está barata se comparada com seu lucro e com a possibilidade de gerar dividendos.

– O que são esses dividendos?

– Toda empresa deve remunerar seus acionistas. A lei das S.A. define que uma empresa deve distribuir ao menos 25% do lucro líquido aos seus acionistas. Algumas empresas oferecem bem mais do que isso. Isso deve ser levado em conta ao ficar sócio de uma empresa. Quanto mais dividendos, melhor.

– Saquei!

– Outra forma de remuneração dos acionistas é através dos juros sobre o capital próprio. Distribuir dinheiro aos acionistas dessa forma é vantajoso para a empresa já que, nesse caso, quem paga o imposto de renda é o acionista.

– Muito bom Arthur! Estou aprendendo cada vez mais com essas nossas conversas.

– Eu também, Léo. Eu também…

E aí, Cassio. Espero que assim como o Léo suas dúvidas tenham sido sanadas…

outubro 9, 2007

Novidade na rede, novo espaço para discussão

Posted in Lista de blogs, Notícias tagged , , às 19:37 por Arthur Gouveia

Bem pessoal, muitas pessoas que passam por aqui vêm de links que deixo no Dinheirama. Acho que não é novidade para ninguém o quanto aprendi com o Dinheirama e o quanto tenho prazer em colaborar com os artigos escritos pelo Navarro e por seus parceiros e leitores. Eu mesmo já colaborei com alguns artigos e pretendo continuar colaborando. Hoje o Dinheirama abriu um fórum de discussões do qual sou um dos moderadores. Conto com a participação de todos vocês por lá e conto com a participação de todos de lá passando por aqui.

Criemos na Sociedade Dinheirama um espaço para discussões tão inteligentes quanto aquelas postadas no blog.

Forte abraço, Navarro! Sucesso!

E a bolsa? Os recordes são sustentáveis?

Posted in Ações tagged , , , às 18:39 por Arthur Gouveia

CifrãoA bovespa quebrou novos recordes hoje. O fechamento ficou em 53.548,69 pontos e volume negociado acima de 6,5 bilhões de reais. Vendo tanta euforia com a bolsa, será que esse movimento é sustentável? Léo também tem dúvidas e conversa com Arthur sobre isso…

– E aí, Léo, já decidiu se vai investir na bolsa?

– Sei não, cara. Esse sobe e desce me mata.

– Pô, mas a bolsa tá se mostrando um ótimo negócio!

– Ah, Arthur, não sei não. Às vezes bate recordes, mas às vezes despenca! Será que esses recordes não são só euforia? Se for logo logo despenca de novo….

– Olha, Léo. Tem muita gente achando isso sim, mas também tem muita gente mostrando que o momento é positivo.

– Será? Eu acho que é só uma empolgação momentânea. Logo logo vem tombo por aí…

– Léo, vi uma matéria no Infomoney mostrando exatamente isso. Não dá pra olhar o ibovespa só pela pontuação. O volume negociado tem sido expressivo. Nesse segundo semestre o volume médio de negócios já chegou a 5 bilhões de reais por dia! Isso é 25% maior que o primeiro semestre e 108% maior que no segundo semestre de 2006! Além disso cada vez mais empresas estão abrindo o capital e oferecendo ações na bolsa.

– Caramba!

– Pois é! E também tem alguns indicadores favoráveis. O Preço por Lucro do Brasil, por exemplo, fica em torno de 13. Esse é um dos menores valores entre os países emergentes. Mesmo com o recente crescimento no preço das ações, ainda estamos bastante atrativos
comparativamente com outros países.

– Se você diz…

– Digo sim! E além disso, temos que pensar nos dividendos! Os proventos pagos pelas empresas ficam cada vez mais atrativos num cenário de queda de juros. Ganhar uma graninha extra com dividendos é um bom negócios. Tem um grupo de senhoras nos Estados Unidos que estão complementando a renda com dividendos pagos por empresas na bolsa de Nova Iorque.

– Ah, mas não sei não…

– Léo, a bolsa vai bem obrigado. Os números recentes não devem trazer medo mas a percepção de que o mercado de renda variável vive um momento único no Brasil. E aí, você vai querer ficar de fora???

outubro 8, 2007

O parcelamento dos desejos

Posted in Educação financeira tagged , , , às 17:29 por Arthur Gouveia

CalculadoraVictor vai visitar Arthur em seu apartamento.

– Credo Padrinho! Até hoje a sala tá vazia! Só tem um sofá.

– Mas já melhorou. Da última vez que você esteve aqui não tinha nada!

– É, mas já faz quase dois anos que você casou.

– Eu sei, mas não dava pra comprar tudo de uma vez.

– Ué, mas se você fica investindo, é porque tem dinheiro. Se tem dinheiro dá pra comprar os móveis!

– Não é tão simples assim, carinha. Recebo meu salário e logo invisto um pouquinho, pago a previdência privada, pago as contas e, se sobrar, compro alguma coisa.

– Ah, mas dá pra comprar à prestação.

– Eu sei, mas não quero.

– Por que não?

– Por causa dos juros. Se o sofá custa R$2.000,00, com os juros pode ir a quase R$4.000,00!

– É mesmo? Nossa!

– Pois é. Eu prefiro parcelar de outro jeito. Parcelar a compra e não a conta.

– Não entendi!

– É simples. Eu não vou comprar um sofá só por que a sala está vazia, só por que as visitas iriam falar mal. Eu compro as coisas quando eu e a Amanda achamos que é realmente a hora. E isso se tivermos dinheiro pra comprar à vista.

– Mas você ganha o suficiente pra pagar tudo à vista?

– Não, mas, quando decidimos comprar alguma coisa fazemos uma reservinha. Guardamos um pouquinho todo mês pra, no futuro, ter o dinheiro suficiente.

– E foi assim que você comprou o sofá?

– Foi assim que compramos tudo aqui em casa! O sofá, a geladeira, o microondas, a máquina de lavar, a TV… Primeiro juntar dinheiro e depois comprar.

– Nossa, tudo à vista?

– Não exatamente. Às vezes financiamos alguma coisa, mas no máximo em três vezes. E nunca fizemos duas dívidas ao mesmo tempo! Agora, quanto a esse sofá no qual você está sentado, guardamos o dinheiro. Quando eu recebi um dinheiro extra da empresa e vimos que tínhamos o suficiente para o sofá, fomos às compras.

– E aí comprou o sofá…

– Não só o sofá! Fomos à loja e fizemos uma super negociação. Tinha visto em outra loja uma mesa de jantar por R$4.000,00 e nessa em que compramos o sofá, conseguimos por R$4.600,00 o sofá, a mesa de jantar e dois pufes!

– Nossa!

– Pois é, e tudo por ter o trunfo de pagar à vista. Negociei o que podia com a vendedora, a gerente cedeu mais um pouquinho e a negociação final foi direto com o dono da loja! No fim das contas ele deu um super desconto e ainda dividiu em três vezes! Foram três horas escolhendo tudo e negociando, mas valeu a pena. Economizamos um bocado!

– Caramba!

– Pois é, Victor. Vê se aprende! Evite fazer dívidas. Compre à vista, negocie tudo, compre só aquilo que você consegue pagar! Eu evito ao máximo parcelar as minhas contas, prefiro parcelar os meus desejos e necessidades. E você?

outubro 6, 2007

Excelente presente para as crianças

Posted in Educação financeira, Lista de blogs tagged , , , às 23:12 por Arthur Gouveia

Meu grande amigo Conrado Navarro está fazendo uma grande promoção. Em parceria com o escritor Álvaro Modernell, especialista em Educação Financeira para adultos e crianças, o Dinheirama está vendendo três livros infantis sobre educação financeira. Confiram, presenteiem seus filhos educando-os financeiramente!

Desmistificando o prospecto

Posted in investimentos tagged , , , às 07:03 por Arthur Gouveia

– Cara me ajuda! Tô pensando em investir nesse fundo de renda fixa mas não entendo nada do que tá escrito aqui!

– Calma, Léo. Devagar. Que papel é esse?

– Um tal de prospecto…

– “Um tal de prospecto”??? Este é o documento mais importante de conhecer antes de contratar um fundo!

– Percebi. O site do banco fala “Recomendamos a leitura detalhada do prospecto antes de contratar nossos fundos”.

– Com certeza. Tem um pouco de “economês” e de linguagem que parece difícil, mas na verdade não é.

– Me ajuda?

– Claro, Léo! Tô aqui pra isso! Dá aqui o prospecto.

– Toma.

– Bem, vamos começar pela primeira página. Aqui estão algumas informações gerais importantes sobre o fundo. Primeiro. O selo da Anbid garante que o prospecto está de acordo com o código de auto regulação da Anbid para a indústria de fundos de investimentos.

– Bem, isso deve ser bom…

– Com certeza é! A primeira página também traz informações sobre a classificação do fundo. Olha aqui, este é de Renda Fixa e de longo prazo. Longo prazo para esses fundos significa prazo maior que 365 dias. Fala também que o banco não dá nenhuma garantia sobre o valor aplicado. Além disso deixa bem claro, olha aqui, que os retornos passados não são garantia de rentabilidade futura.

– Sem garantias?

– Isso mesmo. Normalmente estes fundos de renda fixa apresentam baixo risco mas, por norma, o banco deve dizer que não se responsabiliza por eventuais perdas. Só burocracia. Olha aqui, virando a página. Os objetivos do fundo. Este é um dos pontos mais importantes do prospecto. Será que os objetivos do fundo combinam com os seus?

– O que tá escrito aí?

– O fundo tem como objetivo proporcionar a rentabilidade de suas cotas, através da diversificação dos ativos que compõem sua carteira, mediante aplicação de seus recursos em cotas de fundos de investimento, doravante denominados FI’s.

– O que é isso?

– Que esse fundo aplica em outros fundos. Não busca um rendimento semelhante à Selic, ao Ibovespa ou a qualquer outro indexador. Ele vai buscar uma taxa de juros média à do mercado, semelhante à que outros fundos renderiam.

– Ah, saquei.

– E aí? O objetivo do fundo corresponde aos seus objetivos? Um rendimento médio, semelhante ao rendimento encontrado em outros fundos no mercado, com prazo de um ano e sem garantias?

– Como assim prazo de um ano? Significa que não posso sacar antes de um ano?

– Não é isso. Ele quer dizer que no curto prazo a rentabilidade pode oscilar mais que em outros fundos que investem em ativos de curto prazo. Quer dizer que o gestor do fundo estará mirando em boas rentabilidades no prazo de um ano sem se preocupar muito com as variações de curto prazo. De qualquer forma, se você quiser aplicar em um dia e sacar no outro, pode. Vai pagar uma boa grana de imposto de renda e IOF, mas pode

– Então o fundo está de acordo com os meus objetivos! Vamos continuar a leitura.

– Outra coisa muito importante é o perfil de investimentos do fundo. Dê uma olhada nos ativos nos quais o fundo investe. Olha só aqui: no mínimo 95% do patrimônio do fundo será investido em cotas de fundos de renda fixa. No máximo 5% de títulos públicos, títulos privados de renda fixa e depósitos à vista.

– Interessante. Então o fundo não vai se meter com ações, fundos de risco ou outras coisas?

– Exatamente. Aqui está explícito que o seu fundo vai investir apenas em fundos de renda fixa que apliquem em papéis de baixa exposição ao risco.

– Legal.

– Outra coisa importante é saber quem é o gestor do fundo de investimentos. Nesse caso o banco é o administrador do fundo, mas não é o gestor. Administrar o fundo significa contabilizar e distribuir as cotas do fundo, distribuir os extratos, entrar em contato com o cliente. Gerir o fundo significa comprar e vender os ativos buscando a rentabilidade mostrada no objetivo no fundo.

– Bem, então não basta conhecer o banco, tem que saber se o gestor do fundo é bom.

– Sem dúvida. Uma boa dica é pesquisar a rentabilidade de outros fundos geridos pelo gestor desse fundo.

– E esse negócio aqui. Taxas e despesas?

– É a parte que machuca o bolso. Essa parte é até fácil de ler. Aqui, por exemplo, fala que a taxa de administração é de 3% ao ano. Uma taxa alta! Isso pode inviabilizar o rendimento do fundo.

– Mas essa taxa é cobrada uma vez ao ano sobre tudo o que o fundo rendeu?

– Não exatamente. Olha aqui: a taxa de administração é calculada e cobrada todo dia útil, sobre o patrimônio líquido. O valor das cotas e a rentabilidade do fundo são divulgados já descontados a taxa de administração.

– Ah, então quando eu vir a rentabilidade em meu extrato, é sinal que o fundo rendeu mais, só que me descontaram a taxa de administração?

– Exatamente! Em alguns fundos pode existir também a taxa de performance.

– O que é isso?

– É quando um fundo promete, por exemplo, render ao menos o equivalente ao Ibovespa. Se o fundo render mais que isso, ele fica com uma parte desse rendimento extra.

– Ah, mas aqui nesse fundo de renda fixa não tem isso, né?

– Não. Mas tem imposto de renda.

– Ah, isso eu imaginava.

– Pois é, olha aqui. Aqui estão todas as regras de tributação. A taxa varia em função do tempo que você deixa o dinheiro aplicado. Quanto mais tempo o dinheiro ficar lá, rendendo, menor será o imposto de renda.

– E o resto do prospecto, Arthur? Tem algo importante?

– Alguns detalhes. As regras de movimentação e fatores de risco.

– Regras de movimentação?

– Sim. O valor mínimo do aporte inicial, o valor mínimo dos aportes esporádicos, o saldo mínimo que você tem que deixar no fundo etc.

– Bem, até que foi fácil.

– Pois é, não é nenhum bicho de sete cabeças.

– Valeu!

– Leu o prospecto, gostou? Invista!

Obrigado pela ajuda, Navarro. Um excelente artigo de um excelente blog que pode te ajudar a entender um prospecto.

outubro 4, 2007

Mapa do Tesouro…

Posted in Dicas, investimentos tagged , , às 19:00 por Arthur Gouveia

Baú do tesouroArthur e Amanda conversam durante o jantar…

– Môr – diz Amanda – você que está estudando esse negócio de finanças, será que eu saio da caderneta de poupança?

– Tá pensando em entrar no mercado de Ações????

– Não!!!! Ainda acho que não estou pronta pra essas fortes emoções. Meus R$600,00 em fundos de ações já são arriscados o suficiente para mim.

– Bem, o Navarro colocou no blog dele algumas opções de investimentos falando das vantagens e desvantagens de cada uma delas. Foi meio superficial, mas já é alguma coisa.

– Ah, tá! E você vai deixar eu entrar no Dinheirama sem ficar dando palpite e lendo por cima do meu ombro, vai???

– Hahahahahahaha. É verdade.

– Então. Se fosse você, onde investiria?

– Olha amor, uma alternativa interessante pra você que tem uma leve aversão ao risco é investir em títulos públicos.

– Hein? O que é isso?

– Os títulos públicos são ativos de renda fixa. O governo lança esses títulos no mercado como uma forma barata de conseguir dinheiro para pagar as dívidas e investir no país.

– Ah, mas isso deve ser caro e difícil!

– Não, Môr! A partir de R$100,00 é possível comprar esses títulos. E tudo pela Internet!

– E o risco?

– É o investimento menos arriscado que existe no Brasil! Não tem nada melhor!

– Mas deve ser aplicação de longo prazo, né?

– Não, amor! Existem diversos tipos de títulos. Cada um para um perfil de investimento. Tem a Letra Financeira do Tesouro (LFT) e a Letra do Tesouro Nacional (LTN). Essas duas são para o curto prazo. Para o médio prazo tem as Notas do Tesouro Nacional séries B, C e F (NTN-B, NTN-B Principal, NTN-C e NTN-F).

– E quais as diferenças?

– As LFT têm rendimento diário vinculado à Selic. No dia do vencimento do título você recebe o valor investido (principal) e os juros. As LTN têm valor de resgate de R$1.000,00. Você compra com deságio e recebe esse valor no dia do vencimento. As NTN série B têm rendimentos vinculados ao IPCA (indicador de inflação) mais uma taxa de juros definida no momento da compra. Na NTN-B você recebe os juros semestralmente e, no dia do vencimento, recebe o valor investido. Já a NTN-B Principal paga tudo, os juros mais o principal, no dia do vencimento. As NTN-C têm seu rendimento vinculado ao IGP-M mais juros definidos no ato da compra. Também paga cupons semestrais de juros. Por último as NTN-F. Elas têm uma rentabilidade fixa mais um juro definido no momento da compra. Ufa!!!

– Ufa! Mas como eu compro esses títulos?

– Através do site do Tesouro Nacional! Você só precisa ter um CPF, morar no Brasil e ter conta corrente em um banco…

– Fácil assim?

– Mais ou menos. Você precisa estar cadastrada em algum agente de custódia que pode ser corretora de valores ou algum banco habilitado. Esse agente é o responsável por garantir que o governo irá receber o dinheiro investido.

– E esse agente de custódia cobra alguma coisa?

– Cobra sim. A CBLC cobra uma taxa de custódia de 0,4% ao ano, já que ela vai guardar seus títulos. Os agentes de custódia cobram taxas que podem chegar a 4% ao ano. A maioria cobra menos de 0,5% e algumas corretoras não cobram nada! Somando tudo você pode pagar menos de 1% ao ano, o que é muuuuito melhor que muitos fundos de renda fixa por aí.

– E o Imposto de Renda?

– Incide como em qualquer outro fundo de renda fixa. Aplicações de até 180 dias, 22,5%. Aplicações de 181 a 360 dias, 20%. Aplicações de 361 a 720 dias, 17,5% e para aplicações de mais de 720 dias a alíquota é de 15%.

– Legal! Gostei! A partir de R$100,00? Vou investir!

Links úteis:

Manual do investidor no Tesouro Direto (versão em PDF e online)

Dinheirama – Por dentro do Tesouro Direto

Crédito da imagem em paulhami.edublogs.org

outubro 3, 2007

Respeito ao leitor

Posted in off topic às 17:00 por Arthur Gouveia

Caros amigos. Neste post a participação de vocês será fundamental. Tudo começou quando Daniel Hypeman, do blog srhype e assinante dos feeds do Endinheirado, comentou: “Muito bom blog, pena que não tem feeds completos…”. Não era a intenção deste humilde blogueiro que lhes escreve!

O RSS é uma alternativa vital para chegar aos leitores. Se engana o blog que deseja que os leitores venham até si. O blog deve ir até o leitor! O leitor é o que há de mais importante a um blogueiro. Dane-se o AdSense, dane-se a receita que o blog traz, dane-se qualquer outra coisa que não seja a satisfação do cliente!

O meu “mestre inspirador”, Navarro do Dinheirama, me disse por email: ” Nunca subestime o poder de seus leitores. Isso significa não copiar material de grandes sites, não copiar matérias de revistas ou de blogs sem consultá-los antes e não copiar modelos que não se adequem ao seu estilo pessoal. Blogs são um reflexo de quem os escreve e os leitores percebem quando surge um fake.”

O Navarro sabe que não quero copiar nenhum texto. Pretendo, sim, comentar sobre o que li na Internet, nos jornais e revistas. Pretendo, sim, dar minha opinião sobre as notícias, mas da forma como tenho feito: fornecendo as fontes!

Voltando a falar sobre os feeds, vou contar meu drama. O wordpress fornece como feed uma cópia exata da página que está sendo acessada via RSS. Tentei o feedburner para ver se conseguia customizar os feeds, limpar um pouco o texto, ter mais controle sobre a publicação. Resultado: não consegui! Gostaria que a página inicial não mostrasse o texto completo. Usei um recurso do wordpress que aparentemente corta também os feeds! Removi todos os cortes, como pode ser observado pela página inicial, mas aparentemente nada mudou. Convido, então, a todos os leitores e assinantes do RSS a dizer se estão percebendo qualquer problema com o Endinheirado ou seus feeds. Pretendo abandonar o FeedBurner já que não obtive os benefícios desejados.

Obrigado aos leitores pelas visitas, pelos comentários, pelo feedback. Desculpem as falhas deste blogueiro iniciante. Me ajudem, reclamem, comentem. Pretendo continuar respeitando o tempo de todos vocês.

Obrigado!

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